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Susep não desanima e vai estimular seguro popular no Brasil.

 

 

Não foi dessa vez que foi instituido definitivamente o seguro popular no país, mas a Superintendência de Seguros Privados (Susep) vai fazer uma nova tentativa, desta vez com apoio internacional. Armando Vergílio dos Santos, titular do órgão, anunciou que o Brasil participará de um programa mundial chamado "Iniciativa de Acesso ao Mercado de Seguros", que terá apoio e recursos do Banco Mundial e da Associação Internacional de Supervisão de Seguros (IAIS).

O objetivo dessa nova proposta é deixar o seguro cada vez mais fácil como proteção às pessoas de baixa renda. Entre as possibilidades estão o auxílio funeral e acidentes pessoais. "Para a baixa renda, tem que ser um seguro pensado para atender às necessidades específicas. Não pode ser pago em banco, não pode haver emissão de apólice (que tem custo elevado)", explicou Armando.

Segundo o especialista, já está em análise uma nova regulamentação para seguros de automóvel e de vida, em que "a simplicidade do contrato será o orientador dos próximos passos". Isso significa que os seguros seriam emitidos, não com contratos individuais, mas a partir de um 'clausulado' básico.

São mais de 100 milhões de pessoas como público alvo, que vivem com menos de três salários mínimos, e Vergílio disse que estuda duas possibilidades para "disseminar a cultura de seguros" entre elas. Uma delas é distribuir seguros através do programa Bolsa Família (cerca de 50 milhões de pessoas); outra é organizar as seguradoras de modo que, mediante um incentivo do tipo redução de carga fiscal, fariam a emissão e distribuição "sem fins lucrativos".

 

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