Yelum Seguradora é boa? O que mudou desde a Liberty Seguros
Por Roboão Hitner, Corretor de Seguros · Publicado em 18 de setembro de 2026

Resposta direta: a Yelum é uma seguradora regularizada na SUSEP e não é uma empresa nova — é a antiga Liberty Seguros com outro nome, depois de uma troca de dono. O contrato do seguro auto tem regras claras e pontos favoráveis ao segurado. A ressalva honesta é que a reputação dela no Reclame Aqui hoje é “Regular”, com nota baixa de quem avaliou o atendimento. Veja o que mudou desde a Liberty e o que as Condições Contratuais garantem a seu favor.
Apareceu uma tal de Yelum na sua cotação. Dá pra confiar?
Você pediu cotação de seguro auto e, entre as propostas, veio uma de uma empresa chamada Yelum Seguradora. Nome que você nunca ouviu. Ou então você tinha seguro com a Liberty há anos e, de repente, o boleto, o aplicativo e a renovação passaram a vir com esse nome novo. Nos dois casos, a dúvida é a mesma: a Yelum Seguradora é boa, ou é uma empresa desconhecida que apareceu do nada?
Você pesquisa e encontra respostas soltas: um site de corretora dizendo que está tudo certo, uma reclamação furiosa no Reclame Aqui, um post antigo que ainda fala em Liberty. Nenhuma dessas fontes, sozinha, resolve a dúvida.
Este texto usa uma fonte que quase ninguém abre: as Condições Contratuais do seguro auto da Yelum, na versão de agosto de 2026, registradas na SUSEP sob os processos nº 15414.100331/2004-96 e 15414.100428/2004-07. É o documento que manda de verdade — acima de qualquer artigo, inclusive deste.
Afinal, a Yelum Seguradora é boa?
Resposta direta: a Yelum é uma seguradora regularizada na SUSEP e não é uma empresa nova — é a antiga Liberty Seguros com outro nome, depois de uma troca de dono. O contrato do seguro auto tem regras claras e alguns pontos favoráveis ao segurado. A ressalva honesta é que a reputação dela no Reclame Aqui hoje é "Regular", com nota baixa de quem avaliou o atendimento, e que o contrato tem exigências que pegam de surpresa quem não lê antes de assinar.
As duas metades dessa resposta são verdadeiras ao mesmo tempo. O resto do texto abre as duas.
Por que a Liberty virou Yelum
Essa é a pergunta que resolve boa parte da desconfiança, e a resposta é simples: mudou o dono, e o contrato de compra obrigou a mudar o nome.
Em maio de 2023, o grupo alemão Talanx, controlador da HDI Seguros, comprou as operações da Liberty Seguros na América Latina — Brasil, Colômbia e Equador. Pelos termos da aquisição, a marca "Liberty" não poderia continuar sendo usada. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, mais de 200 sugestões de nome foram analisadas, até a marca Yelum ser anunciada oficialmente num evento em Florianópolis.
Na prática, as apólices que eram da Liberty passaram a ser administradas pela Yelum. A empresa é comandada por Eduardo Dal Ri, executivo-chefe que já estava à frente da HDI no Brasil quando a nova marca foi anunciada.
Hoje o Grupo HDI trabalha no Brasil com três marcas: Yelum, voltada ao varejo; HDI Seguros, focada em empresas e grandes riscos; e Aliro, um seguro auto de entrada. E aqui vale um detalhe que quase ninguém conta: Yelum e Aliro usam o mesmo contrato de seguro auto, mas não são o mesmo produto — como você vai ver mais adiante, o Aliro POP tem regras de conserto bem mais restritas.
Yelum é a mesma coisa que a Liberty Seguros?
Sim. Yelum é o novo nome da Liberty Seguros no Brasil, adotado depois que o grupo alemão Talanx, controlador da HDI, comprou a operação latino-americana da Liberty em 2023. Os termos da compra impediam o uso da marca Liberty. As apólices da Liberty passaram a ser administradas pela Yelum, que hoje é uma das três marcas do Grupo HDI no país, ao lado da HDI Seguros e da Aliro.
Yelum é seguradora ou é cooperativa de proteção veicular?
É seguradora de verdade, registrada na SUSEP sob o código 518-5, com processo próprio para o seguro auto. A diferença para proteção veicular é jurídica e importa: seguradora tem reserva técnica fiscalizada, prazo regulado para pagar indenização e produto registrado com número de processo. Você confere a situação cadastral de qualquer seguradora direto no site da SUSEP, sem depender da palavra de ninguém.
Como confirmar que você está falando com a Yelum de verdade
Toda troca de marca abre uma janela de confusão, e onde há confusão aparece gente querendo se aproveitar. O cuidado é simples e vale para qualquer seguradora:
- Confira o CNPJ e a situação cadastral direto no site da SUSEP, nunca por um link recebido em mensagem
- Ligue só para os telefones do site oficial ou do seu próprio contrato, nunca para um número visto em anúncio ou e-mail não solicitado
- Desconfie de qualquer cobrança fora do boleto ou do débito já configurado na sua apólice
- Se um site ou perfil se apresentar como a seguradora e pedir dado bancário, senha ou código, pare e confirme por outro canal antes de continuar
São dois minutos de checagem que evitam uma dor de cabeça bem maior.
Recebeu uma cotação ou renovação em nome da Yelum e quer confirmar se está tudo certo?
O que os números de reputação realmente mostram
Aqui é onde a honestidade custa caro, e é preciso mostrar os dois lados sem escolher o número mais conveniente.
No período de 1º de março a 31 de agosto de 2026, consultado em setembro, a Yelum Seguradora tinha reputação "Regular" no Reclame Aqui, com nota geral 6,9. Foram 1.402 reclamações no período. Do lado positivo: respondeu 100% delas, sem nenhuma aguardando resposta, com tempo médio de resposta de 6 dias e 8 horas. Do lado que preocupa: resolveu 73,3%, só 55,9% disseram que voltariam a fazer negócio, e a nota média dada por quem avaliou o atendimento ficou em 5,37.
Ou seja: responder, ela responde. O problema aparece na hora de resolver, e na satisfação de quem passou pelo processo.
Sobre o que as pessoas reclamam: o próprio Reclame Aqui, num resumo de período anterior, aponta cobrança indevida e sinistro como os assuntos mais frequentes. Nas reclamações recentes que lemos, os temas que se repetem são demora na aprovação do conserto, assistência que chega depois do combinado, discordância sobre as peças usadas no reparo e negativas de sinistro fundamentadas numa cláusula do contrato — o que pode ser correto do ponto de vista contratual, mas frustra quem não sabia daquela regra.
Uma observação prática, que vale para qualquer seguradora: muita gente usa o Reclame Aqui como se fosse o atendimento da empresa, voltando ao mesmo post para contar o andamento do caso dia após dia. O Reclame Aqui é uma vitrine pública de reclamações, não um canal de atendimento. Quando um problema aparece, o caminho é abrir o chamado primeiro no SAC, depois na Ouvidoria, e guardar os protocolos — é isso que sustenta qualquer reclamação posterior.
Empresa com muito cliente sempre vai ter reclamação. O que vale olhar é o volume, o período, e quanto disso foi respondido e resolvido. No caso da Yelum, a resposta existe; a resolução e a satisfação ainda estão abaixo do que se espera.
Seu seguro de banco pode ser da Yelum
É prática comum no mercado o banco oferecer seguro de uma seguradora parceira. As Condições Gerais do seguro auto da Yelum, por exemplo, aparecem publicadas no portal de um banco parceiro. E há reclamações de pessoas que contrataram o "seguro do banco" e só descobriram na hora do sinistro que a seguradora responsável era a Yelum, ou ainda a Liberty.
Não há nada de irregular nisso. Mas vale saber: quem paga a indenização e analisa o sinistro é a seguradora que emitiu a apólice, não o banco. Confira sempre, na sua própria apólice, o nome da seguradora responsável — não só o nome de quem vendeu.
O que o contrato garante a seu favor
Agora o que interessa de verdade — o que está escrito nas Condições Contratuais e quase ninguém lê antes de assinar.
Álcool no acidente: a seguradora precisa provar a ligação
Todo seguro auto tira a cobertura quando o acidente acontece por causa de embriaguez ou uso de drogas. A diferença está no que a seguradora precisa provar. Na cláusula 14 das Condições Contratuais da Yelum, a perda do direito vale quando a causa determinante do acidente for o estado do condutor, desde que a seguradora comprove que o sinistro ocorreu devido a esse estado.
Isso não é autorização para nada. Dirigir sob efeito de álcool continua sendo crime e continua colocando vidas em risco — a discussão sobre cobertura só começa quando a tragédia já aconteceu.
Se a seguradora atrasar o pagamento, paga juros
O contrato também prevê o que acontece quando o atraso é da própria seguradora. Pela cláusula 20, passado o prazo contratual de pagamento — ou seja, a partir do 31º dia depois da entrega do último documento exigido —, a indenização é paga com correção monetária pelo IPCA e juros de 2% ao mês, até a data do pagamento. Vale conhecer antes de precisar.
Franquia não vale para tudo
Nos casos de indenização integral e nos danos causados por incêndio, queda de raio ou explosão, o contrato não aplica franquia. Nessas situações, você não participa do prejuízo com nenhum valor.
Processado por um acidente? Custas e advogado têm reembolso, com limite
Quando você contrata a cobertura de Responsabilidade Civil (danos a terceiros) e é processado por um acidente coberto, o contrato reembolsa também custas judiciais e honorários do advogado que você contratar, desde que os honorários sejam aprovados antes pela seguradora. O limite é de até 10% do valor dos pedidos cobertos ou do valor efetivamente pago, o que for menor, com teto de R$ 20.000,00.
Dois cuidados: o sinistro precisa ter sido comunicado no prazo, e o reembolso exige cópia da defesa protocolada, contrato e recibo dos honorários. Honorário de êxito e despesas de acompanhamento, como deslocamento e alimentação, não entram.
A disputa judicial é na sua cidade
Se algum dia o contrato for parar na Justiça, o foro definido nas Condições Contratuais é o da comarca onde o segurado mora. Você não precisa processar nem se defender em outra cidade.
O que faz o seguro não pagar
Nenhum seguro cobre tudo em qualquer circunstância. A cláusula 14 das Condições Contratuais, de perda de direitos, lista as situações em que a Yelum fica isenta de indenizar. Algumas são comuns a todo o mercado; outras merecem atenção redobrada porque acontecem no dia a dia sem a pessoa perceber.
- Usar o carro para uma finalidade diferente da declarada na contratação
- Alugar ou arrendar o carro para terceiros, mesmo que só de vez em quando, quando essa não é a atividade declarada na proposta
- Deixar o carro com outra pessoa ou empresa para ser vendido em consignação ou ficar em exposição
- Transferir a propriedade, a posse ou o uso do carro por mais de 30 dias sem avisar a seguradora antes
- Fazer alterações no carro que poderiam ter levado à recusa do seguro, como rebaixamento de suspensão ou blindagem, sem comunicar
- Documentos ou registros do carro que não sejam verdadeiros ou tenham sido adulterados
- Não enviar a documentação pedida para analisar e pagar o sinistro
- Fazer acordo com a outra parte, pagar indenização direto ao terceiro ou não avisar a seguradora de um processo, sem autorização expressa dela
- Agravar o risco de propósito ou provocar o sinistro
- Não comunicar a inclusão em listas nacionais ou internacionais de sanções e embargos
Três pontos dessa cláusula merecem explicação à parte: o aviso do sinistro, as informações do questionário e o rastreador.
Avisar o sinistro na hora faz diferença
O contrato exige que o sinistro seja avisado prontamente. Se a demora for proposital, o segurado perde o direito à indenização. Se for por descuido, a perda fica limitada ao valor dos danos causados pela própria demora. Na prática, a regra é simples: aconteceu, avise no mesmo dia.
Informação errada no questionário: o contrato fala em duas medidas
Aqui o contrato não fala com uma voz só, e vale mostrar as duas partes. O primeiro item da cláusula 14 coloca entre as causas de perda de direito qualquer declaração não verdadeira, inexata, incompleta ou omissa que tenha influenciado a aceitação do seguro ou o valor cobrado — sem distinguir se houve intenção ou não.
Logo em seguida, a mesma cláusula faz a distinção. Se a informação foi omitida ou distorcida de propósito, o segurado perde a garantia. Se foi por descuido, a seguradora pode, conforme o caso, cobrar a diferença de valor, reduzir a indenização na mesma proporção, ou cancelar o seguro quando aquele risco não seria aceito.
Cada sinistro é analisado no caso concreto. Mas ninguém quer descobrir, depois do acidente, qual das duas partes vai prevalecer no seu caso. O jeito de não depender disso é preencher o questionário com a realidade.
Rastreador: dois prazos no mesmo contrato
Para alguns carros, a Yelum só aceita o seguro com rastreador instalado — e o próprio contrato traz duas regras com prazos diferentes para isso.
A cláusula 10, que trata do rastreador cedido pela seguradora em comodato, sem custo de instalação, dá prazo de até 15 dias úteis a partir da emissão da apólice; se o equipamento não for instalado nesse prazo, a apólice é cancelada. Já a cláusula 14, de perda de direitos, fala em 10 dias corridos a partir do envio da proposta para instalar o rastreador, fornecido ou não pela seguradora, e inclui também deixar de pagar em dia as mensalidades de manutenção do equipamento, quando existirem.
E o contrato também não é uniforme sobre o que acontece se o rastreador estiver desligado na hora do sinistro. A cláusula 10 fala em ficar sem cobertura no caso de roubo ou furto. Mas a lista de riscos excluídos do seguro do carro — que vale para todas as coberturas básicas e adicionais — exclui qualquer sinistro em que o equipamento de monitoramento não esteja ativo, e também o caso de o segurado não acionar a central do rastreador logo depois do roubo ou furto.
Na prática, o recado é não testar a diferença: se o seu seguro exigir rastreador, instale dentro do prazo mais curto, mantenha o equipamento sempre funcionando, pague a manutenção em dia quando houver, e ligue para a central do rastreador assim que perceber um roubo ou furto.
Condutor principal: a regra que decide quem está coberto
Na nossa experiência de corretora, esse é um dos pontos que mais geram problema na hora do sinistro, e não é peculiaridade da Yelum.
A lógica funciona nesta ordem: a seguradora cobra pelo risco que está assumindo; motorista mais jovem tem, estatisticamente, mais sinistro; mais risco significa seguro mais caro. Quando quem realmente usa o carro no dia a dia não é quem está declarado na apólice, a seguradora cobrou por um risco menor do que o real — e é aí que aparece a negativa.
A regra de referência do mercado: condutor com menos de 25 ou 26 anos — o corte varia conforme a seguradora — que dirige o carro mais de dois dias por semana passa a ser considerado condutor principal. Havendo mais de um condutor nessa situação, o perfil do mais novo é a referência.
No contrato da Yelum, a regra aparece assim: principal condutor é quem usa o carro a maior parte do tempo, mesmo que outras pessoas também usem em situações eventuais, no máximo 2 dias por semana. Se várias pessoas usam o carro mais de 2 dias por semana, ou não dá para definir um padrão de uso, o segurado deve indicar como principal condutor a pessoa mais jovem. O questionário também pergunta se moram com o principal condutor pessoas entre 18 e 24 anos, uma faixa tratada à parte justamente por concentrar mais risco.
Declarar o condutor real encarece a cotação, sim. Mas resolve o problema antes que ele exista: o filho que fica com o carro no fim de semana passa a estar coberto, e ninguém descobre no pior momento possível que a apólice não valia para aquela situação. Um seguro mais barato que não paga é o pior negócio possível.
CEP de pernoite: onde o carro dorme muda o valor
O contrato define CEP de pernoite como o local onde o carro passa a noite, seja ou não a residência do segurado. E traz uma regra que poucas seguradoras deixam tão explícita: quando o carro tem mais de um CEP de pernoite, vale para o cálculo o que resultar no maior valor do seguro. Declarar o endereço mais barato quando o carro dorme em outro lugar não é economia — é um risco que a seguradora não cobrou, e que aparece na hora errada.
Yelum e Aliro: mesmo contrato, conserto diferente
Quem pesquisa a Yelum costuma esbarrar na Aliro, e a dúvida é se é tudo a mesma coisa. As Condições Contratuais do seguro auto são as mesmas para as duas marcas, mas o produto Aliro POP tem uma diferença importante no conserto.
Quando o contratado é o Aliro POP, o carro sinistrado é reparado exclusivamente em oficinas referenciadas ou indicadas pela seguradora, e exclusivamente com peças de reposição compatíveis — peças produzidas por fabricante independente, não pela montadora. O próprio contrato avisa que, se o carro ainda estiver na garantia de fábrica, o conserto fora da rede autorizada da montadora pode implicar perda dessa garantia.
Não é uma regra escondida: ela aparece na proposta e exige a concordância do segurado na contratação. Mas é o tipo de detalhe que muda a escolha para quem tem carro novo. Em qualquer produto, os itens de segurança — freios, controle de estabilidade, suspensão, airbags, cintos e direção — são reparados com peças originais.
O que está coberto e como a assistência funciona
O seguro auto da Yelum é montado por coberturas: a do próprio carro, a de danos a terceiros, a de acidentes pessoais de passageiros e a assistência 24 horas, cada uma com regras próprias.
A indenização integral acontece quando os prejuízos de um mesmo sinistro atingem ou ultrapassam 75% do valor do carro, calculado pela tabela de referência prevista na apólice. A cobertura de acidentes pessoais de passageiros só pode ser contratada junto com a do carro ou a de danos a terceiros, e cobre morte ou invalidez de quem estiver dentro do veículo, inclusive o motorista, respeitada a lotação oficial. Um detalhe que pouca gente conhece: os danos a passageiros ocorridos enquanto o carro está sendo roubado ou furtado não têm cobertura nessa garantia.
Assistência 24 horas: cinco planos, e a central vem primeiro
A assistência 24 horas não vem automática: é contratada à parte, em cinco planos — Essencial, Básico, Intermediário, Superior e Exclusivo —, com limites diferentes de quilometragem, valor por evento e valor por vigência para reboque, socorro, chaveiro, pane seca, guarda do veículo e troca de pneu.
O detalhe prático que evita frustração: serviço providenciado direto pelo segurado, sem contato prévio com a central da Yelum, é negado, salvo em casos de força maior. Se você preferir um prestador da sua escolha, precisa falar com a central antes, para análise e eventual reembolso limitado ao custo da rede credenciada. Aconteceu, ligue primeiro.
Quanto custa o seguro auto da Yelum?
Não existe um preço único, e desconfie de qualquer conteúdo que dê um valor fechado. O que pesa no cálculo é o perfil do condutor, o CEP onde o carro dorme, o modelo e o histórico do veículo, as coberturas escolhidas e o apetite de risco daquela seguradora especificamente para aquele carro naquela região. Esse último fator explica por que a mesma pessoa, com o mesmo carro, na mesma semana, recebe cotações bem diferentes de companhias diferentes. Não dá para saber o seu valor sem cotar, e a cotação é gratuita e sem compromisso.
Então vale a pena contratar com a Yelum?
Depende do que pesa mais para o seu caso, e essa não é resposta evasiva — é a única honesta.
O contrato tem pontos genuinamente bons: a exigência de prova na questão do álcool, juros quando a seguradora atrasa o pagamento, franquia isenta nos casos mais graves, reembolso de custas e advogado na cobertura de terceiros e foro na cidade do segurado. Nada disso é discurso de marketing — está escrito no documento registrado na SUSEP.
Do outro lado, a reputação pede atenção: a empresa responde, mas a resolução e a satisfação de quem reclama ainda estão baixas. E o contrato tem exigências que precisam ser levadas a sério — o rastreador com prazos curtos, o condutor principal declarado de verdade, e, no Aliro POP, as regras de oficina e peças.
E vale o lembrete que serve para qualquer seguradora: o valor do seguro varia muito entre companhias para o mesmo perfil, porque cada uma tem a própria carteira de sinistros e o próprio apetite de risco para aquele modelo naquela região.
Avaliando outras seguradoras? veja o que o contrato e a Justiça dizem sobre a Suhai Seguros.
Lembra da proposta com aquele nome que você nunca tinha ouvido, lá no começo? Ela não veio de uma empresa que surgiu do nada. É a antiga Liberty, com dono novo e nome novo. O que decide se ela serve para você não é o nome no boleto — é o que está escrito no contrato, e o quanto isso combina com o jeito que você e a sua família usam o carro.
A Hitner trabalha com a Yelum. Depois de ler o contrato inteiro e olhar os indicadores de atendimento, nossa avaliação profissional é que ela é uma opção legítima para o perfil certo — de quem declara com cuidado quem usa o carro, cumpre as exigências da apólice e sabe que o atendimento pode demorar. É uma leitura de corretor, não uma garantia: a decisão continua dependendo do que está na sua proposta. Se você recebeu uma cotação da Yelum, a gente compara coberturas, franquias e condições com outras seguradoras para o seu perfil.
Há mais de 30 anos em Salvador, é exatamente esse o trabalho que a gente faz: ler o contrato inteiro antes de você assinar, do lado de quem paga a conta.
Aviso importante: este conteúdo é informativo e não substitui a proposta, a apólice nem as Condições Gerais do seguro, que prevalecem na definição de coberturas, limites, franquias, exclusões e critérios de indenização, nos termos da regulamentação aplicável da SUSEP, incluindo a Circular SUSEP nº 621/2021.
Recebeu uma cotação da Yelum ou de outra seguradora? compare cobertura, franquia e limite para terceiros com outras seguradoras disponíveis pro seu perfil.